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Representação interestadual — 22 estados & DF

Fim da escala 6x1 promulgado: o que muda para as Instituições Beneficentes?

OUT 22, 2026

Entenda os prazos de transição, os impactos sobre serviços continuados e a importância da participação nas assembleias do Sinibref

Atualizado em 21 de outubro de 2026

 

O Congresso Nacional promulgou, em 16 de outubro de 2026 a Emenda Constitucional nº 141, originada das PEC 221/2019. A norma estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial, e redução gradual da jornada máxima semanal: de 44 para 42 horas após dois meses da promulgação e para 40 horas após mais 12 meses, totalizando 14 meses de transição.

 

Por que o tema exige atenção das Instituições Beneficentes?

 

Hospitais Filantrópicos, Instituições de Longa Permanência para idosos (ILPIs), serviços de acolhimento e outras entidades de atendimento precisam planejar a adaptação das jornadas considerando a continuidade dos serviços, a cobertura precisa ser mantida durante o dia, à noite, nos fins de semana e feriados.

Com menos horas disponíveis por trabalhador e remuneração preservada, a manutenção da mesma cobertura poderá exigir reorganização de equipes, novas contratações e revisão de custos. O impacto, porém, não será igual para todas as entidades: instituições que já adotam jornadas de até 40 horas podem precisar de ajustes menores.

 

Principais pontos de atenção: Escalas e jornadas especiais

 

O texto aprovado preserva espaço para negociação coletiva e para o tratamento de regimes diferenciados, inclusive em atividades essenciais. Jornadas como 12x36 e outras escalas especiais devem ser examinadas à luz da emenda constitucional, da legislação e dos instrumentos coletivos aplicáveis. Não se deve presumir a extinção automática de todos os regimes especiais.

 

Dimensionamento das equipes

 

A quantidade de profissionais necessária depende das horas de cobertura, das funções exercidas e da organização de cada serviço. Áreas assistenciais, apoio, limpeza, cozinha e portaria podem demandar atenção especial.

 

Custos e financiamento

 

A redução da jornada pode repercutir na folha de pagamento, nos encargos, no recrutamento e nas substituições. Em serviços financiados por contratos ou parcerias públicas, é importante avaliar os efeitos sobre o equilíbrio econômico-financeiro.

 

Continuidade do atendimento

 

O planejamento deve conciliar os direitos dos trabalhadores com a prestação contínua de serviços essenciais à população.

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Qual é o papel da negociação coletiva?

A negociação coletiva poderá contribuir para organizar a adaptação das jornadas e as condições específicas de atividades essenciais e contínuas, dentro dos limites constitucionais e legais. Isso não dispensa o planejamento de pessoal nem resolve, por si só, eventuais necessidades de financiamento adicional.

O Sinibref atua na representação patronal das instituições beneficentes, levando à negociação as particularidades do setor e buscando condições que preservem a continuidade dos serviços e a sustentabilidade das entidades.

A participação nas assembleias é fundamental

As Assembleias Gerais Extraordinárias são espaços de apresentação das necessidades das instituições e de deliberação sobre propostas que poderão orientar as negociações coletivas. Quanto mais informações sobre a realidade operacional do setor forem compartilhadas, mais consistente será a construção das pautas.

Acompanhe as convocações do Sinibref e participe das assembleias!

Como começar a avaliação interna?

  • Quais setores adotam escala 6x1 ou jornadas especiais?
  • Quantas horas de cobertura são necessárias por dia em cada serviço?
  • Qual seria a necessidade de pessoal em um cenário de jornada de 40 horas?
  • Qual o impacto estimado sobre folha, encargos e orçamento?
  • Há contratos ou parcerias públicas que poderão ser afetados?
  • O que a CCT ou o ACT vigente prevê sobre jornadas especiais?

 

 

Participe da live ao vivo sobre a redução da escala 6x1

No dia 17 de novembro, às 13h30, Beto Hudson, José Ismar da Costa e Paulo Henrique Canedo debaterão o tema “Fim da escala 6x1: o que muda na gestão das Instituições?”. A programação também abordará MROSC e captação de recursos.

O evento acontecerá presencialmente para residente de Ipatinga e região, e para todo o país on-line.

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